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Picadas e mordeduras

Verificado

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios. Aviso

Faça isto já

Em qualquer picada ou mordedura, vigie a boca e a respiração nos primeiros minutos. Inchaço da face ou da língua, pieira ou fraqueza: 112 já.

A maioria das picadas e mordeduras causa dor, não perigo. Os dois riscos reais são a alergia, que aparece em minutos em qualquer parte do corpo, e a infeção, que aparece dias depois. O resto é limpar, arrefecer e esperar.

Passo a passo

  1. Picada de inseto: raspe o ferrão de abelha, se estiver à vista, com uma unha ou um cartão, lave com água e sabão e arrefeça por cima de um pano. Picada na boca ou na garganta: gelo para chupar e ligue 112.
  2. Vigie sinais de alergia durante trinta minutos: urticária a alastrar, inchaço dos lábios ou dos olhos, aperto no peito, pieira, vómitos ou fraqueza. Qualquer um deles pede 112, e antes disso a caneta de adrenalina da própria pessoa, na parte exterior da coxa.
  3. Carraça: agarre-a com uma pinça fina bem junto à pele e puxe com firmeza, em linha reta. Lave, anote a data e consulte um médico se aparecer um anel vermelho a crescer ou febre nas semanas seguintes.
  4. Mordedura de animal ou de pessoa: lave bem em água corrente com sabão durante vários minutos, cubra e consulte um médico no mesmo dia. As mordeduras infetam em profundidade e é preciso ver o risco de raiva e tétano.
  5. Mordedura de víbora europeia: ligue 112, mantenha a pessoa imóvel e calma, imobilize o membro ao nível do coração, tire anéis e relógios e marque com uma caneta o limite do inchaço e a hora.
  6. Alforreca: lave com água do mar, nunca com água doce. Tire os pedaços de tentáculo com uma pinça ou a borda de um cartão. Depois, água quente para a dor, se houver.
  7. Arrefeça os inchaços por cima de um pano. Se estiver bem consciente, dê o anti-histamínico habitual da pessoa para a comichão. Fotografe o animal só se for seguro e tiver as mãos livres.

O que não fazer

  • Nunca corte, sugue nem ponha torniquete numa mordedura de cobra, e nunca persiga a cobra para a matar. Tudo isto piora o resultado, e o hospital não precisa do animal.
  • Nunca aperte um ferrão de abelha com os dedos ou com uma pinça, porque injeta o resto do veneno. Raspe-o.
  • Nunca queime uma carraça, nem a sufoque com óleo, nem a torça com os dedos. Uma carraça em stress vomita para dentro da ferida.

Chame a emergência se

  • Inchaço da face, dos lábios ou da língua, pieira, aperto na garganta, urticária generalizada ou fraqueza depois de qualquer picada ou mordedura.
  • Qualquer mordedura de cobra, qualquer picada dentro da boca ou da garganta e dezenas de picadas de uma vez.
  • Mordedura de qualquer animal selvagem, de animal com comportamento estranho ou sem vacinas, ou qualquer mordedura funda na mão, na face ou numa articulação.

Perguntas frequentes

Quando é que uma mordedura precisa de médico mesmo sem alergia?

No mesmo dia, para qualquer mordedura de animal ou de pessoa que tenha rompido a pele, para perfurações nas mãos e na face, e se a última vacina do tétano tiver mais de dez anos. Nos dias seguintes, vermelhidão a crescer, calor, pus ou febre são sinal de infeção.

A caneta de adrenalina, quando e como?

Aos primeiros sinais de uma reação grave, não como último recurso. Ponta laranja ou colorida contra a parte exterior da coxa, mesmo por cima da roupa, e segure dez segundos. Depois ligue 112, mesmo que melhore, porque a reação pode voltar.

Ver também

Fontes e normas

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.