Emergency Cards PT

Portugal · 2026-07-26

O que fazer primeiro

Todas as fichas numa só página, para imprimir como folheto e pôr no frigorífico, na oficina ou no carro.

Números de emergência

  • 112Emergência: bombeiros, polícia e emergência médica
  • 808 24 24 24SNS 24, conselhos de saúde para situações não urgentes
  • 800 250 250Centro de Informação Antivenenos
  • 117Linha de apoio para incêndios florestais
  • 192SAMU (Brasil)
  • 193Bombeiros (Brasil)

Números de emergência

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Ligue 112. Funciona em todos os países da UE, mesmo com o telemóvel bloqueado e sem saldo.

  1. Diga primeiro onde está. A rua e o número, a localidade, um ponto de referência, um marco na estrada ou a posição GPS do telemóvel.
  2. Diga numa frase o que aconteceu. Uma queda, um incêndio, um acidente, uma dor no peito.
  3. Diga quantas pessoas estão feridas e se alguém está inconsciente ou não respira.
  4. Dê o seu número de telefone, para poderem ligar de volta se a chamada cair.
  5. Não desligue. O operador diz-lhe quando a chamada acabou.
  6. Siga as instruções à risca, incluindo começar as compressões torácicas, se lho pedirem.
  7. Mande alguém à rua para fazer sinal à ambulância e destranque portas e portões.
  • Não desligue até o operador o autorizar.
  • Não use a linha de emergência para questões médicas de rotina. Use a linha de saúde não urgente.
  • Não pense que outra pessoa já ligou. Pergunte em voz alta e confirme.

Reanimação e SBV

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Não respira normalmente? Ligue 112 e comprima com força e depressa o centro do peito, 100 a 120 vezes por minuto.

  1. Veja primeiro se há perigo para si. Trânsito, eletricidade, fogo, gás.
  2. Chame a pessoa em voz alta e abane-lhe os ombros. Se não reage, não responde.
  3. Incline-lhe a cabeça para trás, levante o queixo e olhe e escute se há respiração normal, no máximo durante dez segundos.
  4. Ligue 112, ponha o telefone em alta-voz e mande alguém buscar o desfibrilhador mais próximo.
  5. Ponha a base de uma mão no centro do peito e a outra por cima. Comprima cinco a seis centímetros de profundidade, 100 a 120 vezes por minuto. Entre compressões, deixe o peito voltar por completo à posição inicial.
  6. Se tem formação e se sente capaz, faça duas insuflações por cada trinta compressões. Se não, continue só com compressões.
  7. Se puderem, revezem-se de dois em dois minutos. Continuem até a equipa de socorro assumir ou a pessoa acordar.
  • Não pare para procurar o pulso. Quem não tem formação perde tempo e a verificação não é fiável.
  • Não tenha medo de partir costelas. As costelas curam, um cérebro sem oxigénio não.
  • Se for a única pessoa presente, não a deixe para ir buscar um desfibrilhador.

Engasgamento

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Pergunte alto: está engasgado? Se não responder, dê já cinco pancadas fortes entre as omoplatas.

  1. Pergunte: está engasgado? Se consegue falar ou tossir com força, não faça mais nada além de incentivar a tosse. Uma tosse eficaz vale mais do que tudo o que possa fazer.
  2. Se a tosse for silenciosa ou a pessoa não conseguir respirar, ponha-se ao lado e um pouco atrás, apoie-lhe o peito com uma mão e incline-a para a frente.
  3. Dê até cinco pancadas fortes entre as omoplatas com a base da mão. Depois de cada uma, veja se o objeto saiu.
  4. Se não resultar, ponha-se atrás da pessoa, coloque o punho logo acima do umbigo, agarre-o com a outra mão e puxe com força para dentro e para cima. Até cinco vezes.
  5. Alterne cinco pancadas nas costas com cinco compressões abdominais até o objeto sair.
  6. Se a pessoa ficar mole, baixe-a até ao chão, ligue 112 e comece logo a reanimação. As compressões também empurram o ar contra o objeto.
  7. Depois de qualquer compressão abdominal, um médico tem de observar a pessoa, mesmo que ela se sinta bem.
  • Não passe o dedo às cegas dentro da boca. Empurra o objeto mais para o fundo. Retire só o que vir bem e conseguir agarrar.
  • Não faça compressões abdominais numa grávida nem num bebé. Na grávida, use compressões torácicas. No bebé, pancadas nas costas com compressões torácicas.
  • Não deixe sozinha uma pessoa engasgada, nem para ir pedir ajuda.

Ataque cardíaco

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Ligue já para o 112. Sente a pessoa meio sentada e mantenha-a quieta.

  1. Ligue 112 já e diga que é dor no peito, para o operador mandar a equipa certa.
  2. Sente a pessoa com as costas apoiadas e os joelhos dobrados, meio sentada. Não a deixe andar.
  3. Desaperte a roupa justa no pescoço e na cintura e abra uma janela.
  4. Pergunte se tem aerossol ou comprimidos de nitrato receitados e ajude-a a tomar a sua medicação.
  5. Se o operador aconselhar, e a pessoa estiver bem acordada e não for alérgica, pode mastigar devagar um comprimido de 300 mg de aspirina.
  6. Fique com ela, mantenha-a calma e anote a hora a que a dor começou.
  7. Se perder a consciência e deixar de respirar normalmente, comece logo a reanimação.
  • Não a leve ao hospital no seu carro. A ambulância começa o tratamento a caminho.
  • Não lhe dê comida nem bebida, só a medicação dela.
  • Não a deixe andar até ao carro nem subir escadas.

AVC

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Ligue 112 assim que suspeitar de AVC. Diga a palavra AVC e a hora a que os sintomas começaram.

  1. Faça o teste FAST. Face: peça à pessoa que sorria, um lado descai. Braços: peça que levante os dois, um desce sozinho. Fala: peça uma frase simples, sai enrolada ou errada. Tempo: se vir qualquer um destes sinais, ligue já para o 112.
  2. Diga AVC ao operador e a hora exata em que os sintomas começaram, ou a última vez em que viu a pessoa bem. Os hospitais decidem o tratamento com base nessa hora.
  3. Sente ou deite a pessoa com a cabeça e os ombros um pouco levantados e mantenha-a quieta e calma.
  4. Desaperte tudo o que aperte o pescoço e, se tiver dentadura solta, retire-a.
  5. Não lhe dê nada para comer, beber ou engolir. Num AVC a deglutição fica muitas vezes paralisada, e o que entrar na boca pode ir parar aos pulmões.
  6. Se perder a resposta mas respirar normalmente, ponha-a em posição lateral de segurança, com o lado fraco para baixo, e vigie a respiração.
  7. Se os sintomas passarem ao fim de alguns minutos, ligue na mesma. Um episódio passageiro é muitas vezes o aviso, horas antes do AVC completo.
  • Não dê aspirina. Ataque cardíaco e AVC pedem aqui o contrário, e a aspirina agrava um AVC hemorrágico.
  • Não espere para ver se passa e não se deixe convencer a deitar-se primeiro a descansar.
  • Não a deixe conduzir e não a leve você. A ambulância avisa a unidade de AVC a caminho.

Hemorragia grave

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Pressione a ferida com força, com as duas mãos, e não alivie.

  1. Proteja-se com luvas ou um saco de plástico, se tiver à mão. Não perca tempo a procurá-los.
  2. Pressione a ferida com um pano limpo, uma camisa ou a própria mão. Com força.
  3. Ligue 112, ou peça a outra pessoa que ligue enquanto você continua a pressionar.
  4. Deite a pessoa e levante-lhe as pernas se estiver pálida, fria ou quase a desmaiar.
  5. Se o sangue encharcar o penso, ponha mais material por cima e continue a pressionar. Não tire a primeira camada.
  6. Se um membro continuar a sangrar muito, ponha um torniquete apertado, alto, acima da ferida. Aperte até a hemorragia parar e anote a hora.
  7. Mantenha a pessoa quente com um casaco ou cobertor e continue a falar com ela.
  • Não retire um objeto espetado na ferida. Faça um penso à volta e pressione ao lado.
  • Não alivie um torniquete depois de posto. Só a equipa médica o pode soltar.
  • Não use corda fina nem arame como torniquete. Corta o membro e não trava o sangue arterial.

Inconsciência

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Abane e chame. Sem resposta? Incline a cabeça para trás e veja se respira. Se respira normalmente, ponha em posição lateral de segurança. Se não respira, comece a reanimação.

  1. Veja se há perigo. Depois chame a pessoa em voz alta e abane-lhe os ombros com firmeza.
  2. Sem resposta: incline a cabeça para trás, levante o queixo e veja se respira normalmente, no máximo durante dez segundos.
  3. Se respira normalmente, ligue 112 e vire-a de lado, em posição lateral de segurança.
  4. Ajoelhe-se ao lado dela. Ponha o braço mais próximo em ângulo reto, com a palma para cima. Traga a mão mais afastada contra a face do seu lado, dobre o joelho mais afastado e vire-a para si por esse joelho.
  5. Com a pessoa de lado, volte a inclinar-lhe a cabeça para trás. Assim a via aérea fica aberta e o que estiver na boca pode escorrer.
  6. Veja se respira de minuto a minuto. Se parar ou passar a arquejar, vire-a de costas e comece a reanimação.
  7. Cubra-a com um casaco ou cobertor. Se tiver de ficar mais de trinta minutos na mesma posição, vire-a para o outro lado.
  • Não ponha nada debaixo da cabeça de uma pessoa inconsciente deitada de costas e não lhe dê nada para beber. As duas coisas fecham a via aérea.
  • Não pense que uma pessoa embriagada está só a dormir. Inconsciente é inconsciente, e vomitar de costas mata da mesma maneira.
  • Não mexa numa pessoa inconsciente depois de uma queda em altura ou de um acidente, a menos que vomite ou deixe de respirar. Aí, a via aérea passa à frente da coluna.

Queimaduras

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Ponha a queimadura debaixo de água corrente fria durante vinte minutos inteiros. Comece já, o tempo conta mais do que tudo o resto.

  1. Afaste a pessoa do calor. Se a roupa arder, faça-a parar, deitar-se e rolar, ou abafe o fogo com um cobertor.
  2. Ponha a queimadura debaixo de água corrente fria, entre 15 e 25 graus, durante vinte minutos inteiros. Não use gelo nem água gelada.
  3. Enquanto arrefece, tire anéis, relógios e roupa larga junto à queimadura antes de inchar. Deixe como está tudo o que estiver colado à pele.
  4. Depois de arrefecer, cubra a queimadura sem apertar, com película aderente solta ou um pano limpo sem pelos.
  5. Mantenha o resto do corpo quente. Arrefecer uma queimadura extensa arrefece o corpo todo, e as crianças arrefecem depressa.
  6. Ligue 112 para qualquer queimadura grande ou profunda e dê pequenos goles de água à pessoa enquanto espera.
  7. Trate qualquer queimadura elétrica ou química como grave. Nas químicas, continue a lavar muito para além dos vinte minutos.
  • Não ponha manteiga, óleo, pasta de dentes, gelo nem creme nenhum numa queimadura recente. Tudo o que não seja água piora o dano e dificulta a avaliação.
  • Não rebente as bolhas. São o penso estéril que o corpo já fez.
  • Não arranque roupa colada à queimadura. Corte à volta e deixe o resto para o hospital.

Fraturas

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Faça isto já

Mantenha o membro imóvel, exatamente como o encontrou, e apoie-o nessa posição.

  1. Não deixe a pessoa mexer-se e acalme-a. Sente-a ou deite-a na posição mais confortável possível.
  2. Apoie o membro lesionado com a mão, ou com roupa enrolada dos dois lados.
  3. Ligue 112 se for fratura da perna, da anca, da coluna, da bacia ou fratura exposta, ou qualquer lesão que a pessoa não consiga suportar sozinha.
  4. Cubra uma ferida aberta com um penso limpo e pressione com suavidade ao lado do osso, nunca sobre ele.
  5. Aplique frio por cima de um pano, até vinte minutos, para reduzir o inchaço. Nunca ponha gelo diretamente na pele.
  6. Veja os dedos das mãos ou dos pés depois da lesão. Se estiverem frios, azulados, dormentes ou sem pulso, é urgente: avise o operador.
  7. Não dê nada para comer ou beber, caso seja preciso anestesia.
  • Não empurre o osso para o lugar nem endireite um membro deformado.
  • Não deixe andar quem possa ter fratura na perna, na anca ou na bacia.
  • Não mexa em quem possa ter lesão na coluna ou no pescoço, a menos que esteja em perigo imediato.

Hipotermia

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Tire a pessoa do frio, do vento, do chão frio e da roupa molhada. Vista-a com camadas secas e cubra-lhe a cabeça.

  1. Leve a pessoa para um sítio seco e abrigado do vento e ponha isolamento entre ela e o chão. O chão frio rouba calor mais depressa do que o ar frio.
  2. Tire a roupa molhada, cortando-a se for preciso, e envolva a pessoa em camadas secas, cobertores ou uma manta térmica, com a cabeça e o pescoço cobertos.
  3. Ligue 112 se a pessoa tiver parado de tremer, estiver confusa, desajeitada ou sonolenta. É hipotermia moderada e não passa sozinha.
  4. Dê bebidas quentes e doces só se estiver bem consciente e conseguir engolir. Álcool, nunca: dilata os vasos da pele e tira calor ao centro do corpo.
  5. Aqueça primeiro o tronco: peito, costas, axilas, virilha. Compressas quentes envolvidas em pano, contacto corpo a corpo debaixo de cobertores, uma divisão aquecida.
  6. Trate com cuidado uma pessoa muito fria e mantenha-a deitada. Um movimento brusco pode desencadear um ritmo fatal num coração frio.
  7. Se deixar de responder, verifique a respiração durante até um minuto, pode estar muito lenta, e só comece a reanimação se não houver respiração. Continue: corpos frios sobrevivem a reanimações longas.
  • Nunca dê álcool e nunca esfregue nem massaje os membros. As duas coisas empurram sangue frio da periferia para o centro e podem parar o coração.
  • Nunca ponha uma pessoa muito fria num banho quente nem perto de calor direto. O reaquecimento tem de ser suave e começar pelo centro.
  • Nunca dê uma pessoa fria como morta. Ninguém está morto até estar quente e morto. Essa decisão é do hospital.

Exaustão pelo calor e golpe de calor

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Tire a pessoa do calor, deite-a, arrefeça-a com água e ar em movimento e, se estiver bem consciente, dê pequenos goles de água.

  1. Leve a pessoa para a sombra ou para uma divisão fresca, deite-a e levante-lhe um pouco as pernas.
  2. Tire-lhe a roupa a mais e arrefeça a pele: borrife ou passe uma esponja com água e abane. Ponha compressas frias envolvidas em pano no pescoço, nas axilas e na virilha.
  3. Se estiver bem consciente, dê água ou uma bebida desportiva aos poucos, não litros de uma vez.
  4. Volte a avaliar ao fim de trinta minutos. Na exaustão pelo calor, a melhoria deve ser clara. Se não for, trate como golpe de calor e ligue 112.
  5. Golpe de calor, ou seja, pele quente com confusão, cambaleio, convulsão ou perda progressiva de consciência: ligue 112 já e diga golpe de calor.
  6. Enquanto espera, arrefeça com toda a força. Use o método seguro mais rápido que tiver: imersão em água fresca até ao pescoço numa pessoa jovem e saudável, ou água contínua e ventilação em todos os outros.
  7. Se perder a resposta mas respirar normalmente, ponha-a em posição lateral de segurança, continue a arrefecer e vigie a respiração.
  • Nunca dê nada para beber a alguém confuso ou sonolento. Vai para os pulmões, não para o estômago.
  • Nunca dê antipiréticos, como paracetamol ou ibuprofeno, num golpe de calor. Não é febre. Não ajudam e sobrecarregam o fígado e os rins.
  • Nunca deixe ninguém, criança, adulto ou animal, num carro estacionado. E nunca pense que quem teve golpe de calor pode descansar até passar. O tempo está a contar.

Picadas e mordeduras

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Em qualquer picada ou mordedura, vigie a boca e a respiração nos primeiros minutos. Inchaço da face ou da língua, pieira ou fraqueza: 112 já.

  1. Picada de inseto: raspe o ferrão de abelha, se estiver à vista, com uma unha ou um cartão, lave com água e sabão e arrefeça por cima de um pano. Picada na boca ou na garganta: gelo para chupar e ligue 112.
  2. Vigie sinais de alergia durante trinta minutos: urticária a alastrar, inchaço dos lábios ou dos olhos, aperto no peito, pieira, vómitos ou fraqueza. Qualquer um deles pede 112, e antes disso a caneta de adrenalina da própria pessoa, na parte exterior da coxa.
  3. Carraça: agarre-a com uma pinça fina bem junto à pele e puxe com firmeza, em linha reta. Lave, anote a data e consulte um médico se aparecer um anel vermelho a crescer ou febre nas semanas seguintes.
  4. Mordedura de animal ou de pessoa: lave bem em água corrente com sabão durante vários minutos, cubra e consulte um médico no mesmo dia. As mordeduras infetam em profundidade e é preciso ver o risco de raiva e tétano.
  5. Mordedura de víbora europeia: ligue 112, mantenha a pessoa imóvel e calma, imobilize o membro ao nível do coração, tire anéis e relógios e marque com uma caneta o limite do inchaço e a hora.
  6. Alforreca: lave com água do mar, nunca com água doce. Tire os pedaços de tentáculo com uma pinça ou a borda de um cartão. Depois, água quente para a dor, se houver.
  7. Arrefeça os inchaços por cima de um pano. Se estiver bem consciente, dê o anti-histamínico habitual da pessoa para a comichão. Fotografe o animal só se for seguro e tiver as mãos livres.
  • Nunca corte, sugue nem ponha torniquete numa mordedura de cobra, e nunca persiga a cobra para a matar. Tudo isto piora o resultado, e o hospital não precisa do animal.
  • Nunca aperte um ferrão de abelha com os dedos ou com uma pinça, porque injeta o resto do veneno. Raspe-o.
  • Nunca queime uma carraça, nem a sufoque com óleo, nem a torça com os dedos. Uma carraça em stress vomita para dentro da ferida.

Afogamento

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Não salte à água atrás da pessoa. Estenda uma vara ou um ramo, atire algo que flutue e ligue 112.

  1. Chame outras pessoas, ligue 112 e não tire os olhos da pessoa. Em água aberta, fixe um ponto na margem oposta, alinhado com ela.
  2. Estenda-se a partir de terreno firme com uma vara, um ramo, uma toalha ou um remo, deitado no chão para não ser puxado para a água.
  3. Se estender não resultar, atire uma boia, uma corda, uma caixa térmica, um recipiente vazio, qualquer coisa que flutue, e diga-lhe que se agarre e bata as pernas.
  4. Só como último recurso entre na água, e só se nadar bem. Leve um flutuador e aproxime-se por trás.
  5. Fora de água: veja se responde e se respira. Se não respirar normalmente, dê primeiro cinco insuflações, depois trinta compressões para duas insuflações. No afogamento, as insuflações são essenciais.
  6. Se respirar mas não responder, ponha-a em posição lateral de segurança para a água escorrer, tire a roupa molhada e cubra-a para a aquecer.
  7. Quem foi retirado da água deve ir sempre ao médico, mesmo que se sinta bem. A água inalada pode inflamar os pulmões horas depois.
  • Nunca nade até uma pessoa em pânico sem um flutuador entre os dois. Quem se afoga empurra-o para baixo para se agarrar.
  • Nunca pressione o abdómen nem pendure a pessoa de cabeça para baixo para deitar a água fora. Perde tempo e faz vomitar para os pulmões.
  • Nunca mergulhe em água desconhecida ou pouco funda. E nunca vá sozinho atrás de uma pessoa arrastada ao longo da margem sem ligar primeiro.

Choque elétrico

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Desligue a corrente no disjuntor ou tire a ficha. Não toque na pessoa enquanto houver corrente.

  1. Desligue o disjuntor, tire a ficha ou peça que cortem a alimentação. É o primeiro passo, não o segundo.
  2. Em alta tensão ou linhas aéreas, fique pelo menos a vinte metros e espere pela empresa de energia. A tensão salta e propaga-se pelo solo.
  3. Quando tiver a certeza de que a corrente está desligada, veja se a pessoa responde e respira normalmente.
  4. Ligue 112 e diga choque elétrico, para que verifiquem o ritmo do coração.
  5. Se a respiração não for normal, comece a reanimação e use um desfibrilhador logo que chegue um.
  6. Arrefeça as queimaduras em água corrente fria durante vinte minutos e depois cubra sem apertar com um penso limpo sem pelos ou película aderente.
  7. Procure uma segunda queimadura no ponto por onde a corrente saiu do corpo, normalmente numa mão ou num pé.
  • Não toque na pessoa, nem em nada em que ela toque, enquanto a corrente não estiver desligada.
  • Não use água em cima ou perto de um circuito com corrente.
  • Não deixe ninguém ir para casa sem observação depois de um choque que atravessou o corpo. O ritmo do coração pode falhar horas depois.

Segurança contra incêndios

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Alerte todos, saia e só ligue depois de estar fora e em segurança.

  1. Grite para dar o alarme e carregue no botão de alarme de incêndio, se houver.
  2. Faça sair todos pela rota de evacuação sinalizada e ajude quem precisar.
  3. Mantenha-se baixo. O ar mais limpo e fresco está junto ao chão.
  4. Feche as portas atrás de si. Uma porta fechada ganha muitos minutos.
  5. Use as escadas. Nunca o elevador.
  6. Ligue 112 do exterior e diga a morada, o que está a arder e se ainda há alguém lá dentro.
  7. Vá para o ponto de encontro e fique lá, para ninguém ser dado como desaparecido.
  • Não volte a entrar para buscar pertences, o telemóvel ou um animal de estimação.
  • Não deite água em óleo a arder nem em equipamento elétrico com corrente.
  • Não abra uma porta que esteja quente ao toque do dorso da mão. Procure outra saída e faça sinal de uma janela.

Extintores

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Só combata o incêndio enquanto for mais pequeno do que você, com a saída livre atrás de si e um extintor que sirva para o que está a arder.

  1. Leia as classes de fogo antes de precisar delas. A é sólidos como madeira e tecido, B é líquidos, C é gases, D é metais, F é óleos e gorduras de cozinha.
  2. Escolha o agente certo para o incêndio. A água só serve para A. A espuma serve para A e B. O pó serve para A, B e C e para a maioria dos incêndios domésticos. O CO2 serve para B e para equipamento elétrico. O químico húmido serve para F, a frigideira em chamas.
  3. Puxe o pino e teste com um jato curto antes de se aproximar.
  4. Aponte à base das chamas, não ao fumo. O fogo vive em baixo, onde o combustível encontra o ar.
  5. Carregue no gatilho e varra a base de um lado para o outro, aproximando-se devagar. Mantenha sempre a saída atrás de si.
  6. Quando as chamas se apagarem, vigie o local. As brasas podem reacender, por isso esteja pronto para repetir. Ventile os fumos do pó e do CO2.
  7. Se o extintor esvaziar e ainda houver fogo, feche a porta sobre ele, saia e ligue 112. Teve uma única tentativa.
  • Nunca use água ou espuma em equipamento elétrico com corrente, nem água em óleo ou gordura a arder. Uma eletrocuta, a outra faz uma bola de fogo.
  • Nunca agarre a buzina metálica de um extintor de CO2. Chega a menos setenta graus e congela a pele ao contacto.
  • Nunca vire as costas a um incêndio que acabou de apagar e nunca deixe o fogo ficar entre si e a porta.

Fuga de gás e monóxido de carbono

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Se sentir cheiro a gás, não toque em nenhum interruptor nem acenda chama. Abra janelas e portas a caminho da saída, feche a válvula do gás se estiver no caminho e ligue do exterior.

  1. Cheiro a gás: pare e não toque em nada elétrico. Nenhum interruptor, nenhuma campainha, nenhum botão do elevador, nenhuma chamada telefónica dentro de casa.
  2. Abra janelas e portas a caminho da saída, para o gás se dissipar em vez de se acumular.
  3. Feche a válvula principal do gás, no contador ou na botija, se estiver no seu caminho de saída.
  4. Faça sair todos, bata às portas dos vizinhos com o punho, não toque à campainha, e ligue 112 e a linha de emergência do gás já do exterior.
  5. Monóxido de carbono: suspeite quando várias pessoas e animais de estimação se sentem mal ao mesmo tempo na mesma divisão, com dor de cabeça, náuseas, tonturas ou confusão que melhoram ao ar livre.
  6. Leve todos já para o ar fresco, conte as pessoas e ligue 112. Diga monóxido de carbono, para a equipa levar o detetor.
  7. Ninguém volta a entrar até os bombeiros medirem e darem o espaço como livre. A caldeira, o aquecedor ou a conduta que causaram o problema ficam desligados até um técnico os verificar.
  • Nunca acione um interruptor, acenda uma chama nem ligue um carro num espaço com cheiro a gás. Desligar uma luz faz a mesma faísca que ligá-la.
  • Nunca durma numa divisão com um aquecedor de combustão, uma grelha de carvão ou um gerador ligado, e nunca deixe um motor a trabalhar numa garagem fechada.
  • Nunca cale um detetor de CO que apita só porque se sente bem. Saia primeiro e duvide depois, doses baixas enganam.

Exposição a produtos químicos

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Afaste-se da substância, contra o vento, e depois lave com muita água a pele ou o olho atingido.

  1. Afaste-se e afaste os outros, contra o vento e para um sítio mais alto, longe do vapor. Não deixe ninguém entrar.
  2. Ligue 112 e diga o nome do produto, se o conseguir ler a uma distância segura.
  3. Tire a roupa contaminada, cortando-a em vez de a puxar pela cabeça.
  4. Lave a pele atingida com água corrente durante pelo menos vinte minutos.
  5. Lave um olho salpicado do canto interno para fora, durante pelo menos vinte minutos, com a pálpebra aberta. Tire as lentes de contacto se levar só segundos.
  6. Se a substância tiver sido engolida, lave a boca e dê pequenos goles de água só se a pessoa estiver bem consciente. Depois ligue ao centro de informação antivenenos.
  7. Guarde o rótulo, a ficha de dados de segurança ou uma fotografia da embalagem e entregue à equipa de socorro.
  • Não provoque o vómito a ninguém. Os corrosivos queimam uma segunda vez ao subir.
  • Não tente neutralizar um ácido com uma base, nem o contrário.
  • Não entre num espaço fechado nem numa nuvem de vapor para salvar alguém sem equipamento respiratório.

Acidente industrial

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Entre no edifício sólido mais próximo, feche janelas e portas, desligue a ventilação e sintonize o canal oficial. Não conduza em direção ao fumo.

  1. Alarme, explosão ou um cheiro estranho a alastrar: entre logo no edifício sólido mais próximo. Abrigar-se vale mais do que correr através de uma nuvem.
  2. Feche janelas e portas, desligue a ventilação, o ar condicionado e o aquecimento forçado, tape as frestas grandes e junte-se numa divisão interior, de preferência num andar de cima: a maioria dos gases pesados fica junto ao chão.
  3. Sintonize o canal oficial, a rádio nacional, a aplicação de alerta ou o município, e faça exatamente o que indicarem. As sirenes têm sinais diferentes, aprenda os da sua zona.
  4. Ligue 112 só para feridos ou perigo imediato. Num grande incidente, as linhas têm de ficar livres para eles.
  5. Se a nuvem o apanhar na rua, mova-se na perpendicular ao vento, nunca a favor nem contra. Tape a boca e o nariz com um pano molhado e procure abrigo atrás de paredes.
  6. Contaminação na pele: tire a roupa exterior fora da divisão onde se abrigou, feche-a num saco e lave bem a pele.
  7. Só saia do abrigo ou evacue quando as autoridades disserem, e pela rota que indicarem, não pelo atalho junto à fábrica.
  • Nunca conduza nem caminhe em direção ao fumo, ao vapor ou ao local do acidente para ver ou filmar. A segunda explosão e a nuvem à deriva apanham os curiosos.
  • Nunca use elevadores durante o alarme e nunca acenda chamas nem fume se a fuga puder ser inflamável.
  • Nunca ligue sem parar para escolas e familiares. As escolas abrigam as crianças por conta própria. Uma mensagem curta vale mais do que uma rede congestionada.

Acidente de viação

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Pare em segurança depois do local, com as luzes de emergência ligadas. Vista o colete de alta visibilidade antes de sair do carro e ponha o triângulo bem afastado.

  1. Estacione atrás do local, se puder, com as luzes de emergência ligadas e o colete vestido antes de sair do carro. Ponha o triângulo bem atrás: numa autoestrada, a cerca de 100 metros ou mais, antes de uma curva ou lomba.
  2. Olhe antes de agir: combustível a escorrer, fumo, trânsito, um cabo com corrente, uma carga solta. Desligue a ignição dos carros acidentados, se conseguir chegar lá.
  3. Ligue 112 e diga a localização, o número de veículos, o número de feridos e se alguém está preso ou inconsciente ou se a via está bloqueada.
  4. Fale com todas as vítimas. Quem responde, respira e não sangra muito pode esperar. Quem não responde é atendido primeiro.
  5. Pessoa inconsciente num carro: incline-lhe com cuidado a cabeça para trás, ainda sentada, para abrir a via aérea. Só a tire se não respirar ou se houver fogo ou água, e faça a reanimação no chão.
  6. Trave as hemorragias graves com pressão direta, cubra as feridas e mantenha as vítimas quentes e quietas. O motociclista consciente fica com o capacete.
  7. Ninguém anda à solta: mantenha os ilesos atrás da barreira ou fora da estrada e mande alguém sinalizar a chegada dos serviços de emergência.
  • Nunca tire as pessoas dos veículos só porque lhe parece mal deixá-las ali. A extração é para quem não respira, ou se houver fogo ou afundamento. Caso contrário, a coluna espera pelos profissionais.
  • Nunca tire o capacete a um motociclista consciente. Se for preciso para reanimar, são necessárias duas pessoas e muito cuidado.
  • Nunca fique entre dois veículos nem do lado do trânsito, e nunca deixe ninguém fumar perto de combustível derramado.

Inundações

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Vá já para um sítio mais alto e fique longe da água em movimento.

  1. Suba para o andar de cima ou para um sítio mais alto assim que houver um aviso. Não espere que a água chegue.
  2. Corte a eletricidade, o gás e a água no quadro geral, se conseguir chegar lá a seco e em segurança.
  3. Leve documentos, medicação, um telemóvel carregado, uma bateria externa e água para beber.
  4. Siga os alertas oficiais da proteção civil e das autoridades locais, não as redes sociais.
  5. Se estiver a conduzir e a estrada à frente estiver inundada, dê meia-volta e procure outro caminho.
  6. Se a água subir dentro de um edifício, suba também, mas nunca para um sótão sem janelas nem saída para o telhado.
  7. Não volte para casa até as autoridades confirmarem que o edifício e a eletricidade estão seguros.
  • Nunca conduza nem caminhe em água em movimento, por mais rasa que pareça.
  • Nunca toque em interruptores ou aparelhos com as mãos molhadas ou de pé dentro de água.
  • Nunca beba água da torneira depois de uma inundação até as autoridades confirmarem que é segura.

Tempestade e vento forte

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Entre em casa antes de a tempestade chegar, afaste-se das janelas e fique longe de árvores, andaimes e telhados soltos.

  1. Quando houver um aviso, guarde ou prenda tudo o que esteja solto: mobiliário, camas elásticas, contentores. Estacione o carro longe de árvores.
  2. Carregue telemóveis e baterias externas e saiba onde está a lanterna antes de a luz faltar.
  3. Durante a tempestade, fique dentro de casa, longe das janelas, de preferência numa divisão interior. Mantenha crianças e animais de estimação lá dentro.
  4. Ouviu trovão na rua: entre num edifício ou num carro de teto rígido. Sem abrigo, agache-se numa depressão do terreno, com os pés juntos, longe de árvores isoladas, postes, vedações e água.
  5. Adie a viagem. Se a tempestade o apanhar ao volante, reduza bem a velocidade, agarre o volante com firmeza por causa das rajadas e nunca pare debaixo de árvores ou de linhas elétricas.
  6. Depois de a frente passar, espere: a maioria das árvores e telhas cai nas rajadas seguintes. Trate qualquer cabo caído como se tivesse corrente e fique a vinte metros.
  7. Danos sem feridos vão para a linha dos bombeiros quando a rede acalmar. Feridos e perigo imediato vão já para o 112.
  • Nunca se abrigue debaixo de uma árvore numa trovoada, e não continue o golfe, a colheita ou o trabalho no telhado nem mais um minuto.
  • Nunca toque em linhas caídas nem em nada que lhes toque: fios, vedações, poças.
  • Nunca vá ver o mar ou a margem do rio numa tempestade. Todos os anos as ondas levam pessoas dos cais.

Terramoto

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Ajoelhe-se, proteja a cabeça e o pescoço debaixo de uma mesa robusta e agarre-se até o abanão parar.

  1. Dentro de casa: baixe-se, proteja-se debaixo de uma mesa sólida ou junto a uma parede interior e agarre-se. Longe de janelas, espelhos, prateleiras e de tudo o que seja alto.
  2. Na cama: fique, de bruços, com a almofada sobre a cabeça e o pescoço. Correr descalço sobre vidros partidos, no escuro, é perder.
  3. Na rua: vá para um espaço aberto, longe de edifícios, muros, postes e linhas, e fique lá. No carro, pare longe de pontes e edifícios e fique dentro.
  4. Quando o abanão parar, conte as pessoas, veja se há feridos e calce sapatos resistentes. Há vidro por todo o lado.
  5. Verifique o gás pelo cheiro, a água e a eletricidade. Cheiro a gás: feche a válvula principal, abra as janelas, saia, sem interruptores. Deixe o resto desligado até ser verificado.
  6. Conte com réplicas: derrubam o que o primeiro tremor soltou. Saia de um edifício danificado pelas escadas e não volte a entrar por nada.
  7. Siga o canal oficial e use SMS em vez de chamadas. Em zonas costeiras, depois de um tremor longo ou forte, suba logo para terreno alto, sem esperar por um alerta de tsunami.
  • Nunca corra para fora durante o abanão e nunca use elevadores durante nem depois.
  • Nunca fique parado num vão de porta. É um mito antigo, as ombreiras modernas não protegem nada e a própria porta bate em si.
  • Nunca acenda chamas nem acione interruptores depois do tremor, até saber que não há fuga de gás.

Catástrofes naturais

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Entre em casa, afaste-se das janelas e sintonize o canal de alerta oficial.

  1. Aprenda o sinal de aviso local e o que significa. Em grande parte da Europa, um tom de sirene que sobe e desce quer dizer perigo geral.
  2. Tenha pronta uma mochila para 72 horas. Água, comida, medicação, lanterna, bateria externa, rádio, documentos, dinheiro e roupa quente.
  3. Combine um ponto de encontro da família e um contacto fora da zona para quem todos possam ligar ou escrever.
  4. Num terramoto, baixe-se, proteja-se e agarre-se debaixo de uma mesa sólida até o abanão parar. Depois saia com calma e afaste-se dos edifícios.
  5. Numa tempestade de vento, feche as portadas, afaste-se das janelas e evite árvores, andaimes e estradas costeiras.
  6. Numa onda de calor, fique em casa nas horas mais quentes, beba antes de ter sede e visite os vizinhos mais velhos.
  7. Siga o canal oficial da proteção civil e faça chamadas curtas, para a rede ficar livre para as emergências.
  • Nunca use elevadores durante um terramoto, um incêndio ou um aviso de corte de energia.
  • Nunca saia para filmar o que se passa.
  • Nunca ignore uma ordem de evacuação só porque a sua casa nunca inundou nem ardeu.

Mochila de emergência

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Prepare hoje uma mochila por agregado familiar que dê para 72 horas sem lojas, eletricidade nem água canalizada.

  1. Primeiro a água: três litros por pessoa por dia, para beber e para a higiene básica, no mínimo três dias. Guarde-a e junte uma forma de tornar potável mais água, pastilhas ou um filtro.
  2. Comida que não precise de cozinhar: enlatados com abre-latas, frutos secos, barras, fruta seca, comida de bebé se for preciso e uma taça para o animal de estimação.
  3. Luz e informação: uma lanterna por pessoa, pilhas suplentes, uma bateria externa e um rádio a pilhas ou de manivela. A rede móvel falha antes da FM.
  4. Medicamentos para uma semana de cada medicação regular em casa, mais um kit de primeiros socorros, óculos suplentes e cópias das receitas.
  5. Documentos e dinheiro: cópias do documento de identificação, do seguro, das escrituras e dos números de telefone importantes, numa bolsa impermeável, e dinheiro em notas pequenas. Os terminais de pagamento falham com a eletricidade.
  6. Calor e higiene: uma muda de roupa, uma camada impermeável, mantas térmicas, sabão, escovas de dentes, papel higiénico, toalhetes, sacos do lixo e produtos de higiene menstrual.
  7. Guarde-a onde a consiga agarrar num minuto, diga a todos em casa onde está e verifique validades e pilhas todas as primaveras e outonos.
  • Nunca faça a mochila depender só de eletricidade. Tudo o que seja elétrico precisa de uma alternativa a pilhas ou manivela.
  • Nunca a prepare e se esqueça dela. Água fora do prazo sabe mal, medicamentos vencidos e pilhas gastas falham na pior altura.
  • Nunca conte com um carro a que talvez não chegue, com combustível que talvez não consiga comprar ou com uma boleia que não vai aparecer.

Evacuação

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Saia já pela saída sinalizada mais próxima e vá para o ponto de encontro.

  1. Saia assim que o alarme tocar. Não acabe o que estava a fazer.
  2. Use a saída sinalizada mais próxima, que muitas vezes não é por onde entrou.
  3. Ajude quem precisar de apoio e avise um responsável sobre quem não consiga sair.
  4. Feche portas e janelas atrás de si, mas só se for seguro e levar segundos.
  5. Use as escadas. Nunca o elevador.
  6. Vá para o ponto de encontro, fique lá e apresente-se a quem faz a contagem.
  7. Não volte a entrar, por motivo nenhum, até os bombeiros ou o responsável darem o espaço como seguro.
  • Nunca volte para buscar pertences, um carro ou um colega que acha que ficou lá dentro. Diga-o à equipa de socorro.
  • Nunca estacione nem se ponha onde os veículos de emergência precisem de entrar.
  • Nunca trate um simulacro como piada. Serve para os seus pés já conhecerem o caminho.

Segurança no trabalho

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Pare o trabalho, torne a área segura e comunique. Um trabalho inseguro não fica seguro por ser terminado.

  1. Leia a avaliação de risco da sua função. Se não a encontrar, peça-a. Tem de existir e de estar acessível.
  2. Saiba quem são os socorristas e os responsáveis de incêndio com formação e onde ficam o kit de primeiros socorros e o desfibrilhador.
  3. Use o equipamento de proteção fornecido e comunique quando estiver danificado, em falta ou do tamanho errado.
  4. Comunique os quase-acidentes por escrito. Um quase-acidente é uma lição de graça, que de outra forma um acidente grave ensinaria.
  5. Se o perigo for real e imediato, pare o trabalho, avise os colegas e informe o seu superior.
  6. Depois de qualquer acidente, proteja o local, preste primeiros socorros e registe o que aconteceu antes que as memórias mudem.
  7. Vá à formação de segurança que a entidade patronal é obrigada a dar, durante o horário de trabalho e sem custo para si.
  • Nunca contorne uma proteção, um bloqueio de segurança ou um alarme só porque atrasa o trabalho.
  • Nunca trabalhe em altura, num espaço confinado ou em equipamento elétrico com corrente sem a autorização e a formação exigidas.
  • Nunca assine um registo de formação que não recebeu.

Conflito armado

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Ao ouvir o alerta de ataque aéreo, vá logo para o abrigo mais fundo que conseguir alcançar: uma cave, uma estação de metro, uma divisão interior sem janelas.

  1. Aprenda hoje os sinais de alerta e onde fica o abrigo mais próximo, e tenha a mochila de emergência e os documentos prontos junto à porta.
  2. Quando a sirene tocar, desça logo: cave, garagem subterrânea, metro. Sem cave, vá para uma divisão interior, um corredor ou uma casa de banho, no piso mais baixo, sem janelas e com duas paredes até ao exterior.
  3. No abrigo, sente-se longe da entrada e fique com a mochila, a água e o rádio. Fique até ao sinal de fim de alerta, não só até parecer sossegado.
  4. Se o ataque o apanhar ao ar livre: deite-se ao comprido numa depressão, numa vala ou atrás de um muro baixo, com a boca aberta e as mãos sobre a cabeça, longe de veículos e de fachadas de vidro.
  5. Nunca toque em munições por explodir, armas largadas ou objetos estranhos, por mais pequenos ou parecidos com brinquedos que sejam. Marque o local à distância e comunique-o.
  6. Tenha um contacto fora da zona a quem todos escrevam, combine pontos de encontro da família e envie mensagens curtas: a rede tem de aguentar o tráfego de emergência.
  7. Siga só instruções oficiais sobre corredores de evacuação e recolher obrigatório, e leve documentos e medicamentos sobre si, não na mochila que pode largar.
  • Nunca filme nem fotografe posições militares, postos de controlo ou obras de defesa, e nunca partilhe a sua localização na internet. Põe em perigo a si e a todos os que estão perto.
  • Nunca se aproxime de restos de munições de fragmentação, minas ou fios-armadilha, e nunca deixe crianças brincar em escombros ou veículos abandonados.
  • Nunca fique à janela a observar. O vidro e a onda de pressão chegam mais depressa do que o som.

Distúrbios civis

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.

Faça isto já

Saia da zona aos primeiros sinais. Mova-se de lado, para fora da direção da multidão, com calma, junto às paredes dos edifícios.

  1. Acompanhe as notícias locais antes de sair e evite ajuntamentos, terminais de transporte e praças simbólicas em dias de tensão.
  2. Se está na margem: saia logo, na diagonal, seguindo o fluxo e afastando-se aos poucos para o lado, nunca contra a corrente. Ande, não corra.
  3. Se está numa multidão densa: mantenha-se de pé custe o que custar, com os braços erguidos como um pugilista para proteger o peito, mova-se com a massa e vá abrindo caminho para a margem.
  4. Se cair e não conseguir levantar-se, enrole-se sobre o lado esquerdo, proteja a cabeça e o pescoço com os braços e levante-se assim que a pressão aliviar.
  5. Gás lacrimogéneo: não esfregue, pisque com força, mova-se contra o vento e para cima, lave os olhos com água ou soro do canto interno para fora. Tire as lentes de contacto assim que puder.
  6. Fique longe de cordões policiais, barricadas e de quem atira objetos, não discuta com ninguém e colabore com calma nos pontos de controlo.
  7. Combine antes um ponto de encontro com o seu grupo, para o caso de se separarem, e mande mensagem a alguém fora da zona a dizer onde está.
  • Nunca observe do meio, de viadutos sobre a multidão ou do carro estacionado no seu caminho. Os curiosos são grande parte dos feridos.
  • Nunca apanhe objetos atirados nem latas de gás, e nunca filme confrontos de perto. A câmara faz de si um participante para os dois lados.
  • Nunca use o metro nem passagens subterrâneas para atravessar uma zona em distúrbio. Ficar preso debaixo do solo com uma multidão em pânico é a pior posição possível.

Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam.