Portugal · 2026-07-26
O que fazer primeiro
Todas as fichas numa só página, para imprimir como folheto e pôr no frigorífico, na oficina ou no carro.
Números de emergência
- 112Emergência: bombeiros, polícia e emergência médica
- 808 24 24 24SNS 24, conselhos de saúde para situações não urgentes
- 800 250 250Centro de Informação Antivenenos
- 117Linha de apoio para incêndios florestais
- 192SAMU (Brasil)
- 193Bombeiros (Brasil)
Números de emergência
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Ligue 112. Funciona em todos os países da UE, mesmo com o telemóvel bloqueado e sem saldo.
- Diga primeiro onde está. A rua e o número, a localidade, um ponto de referência, um marco na estrada ou a posição GPS do telemóvel.
- Diga numa frase o que aconteceu. Uma queda, um incêndio, um acidente, uma dor no peito.
- Diga quantas pessoas estão feridas e se alguém está inconsciente ou não respira.
- Dê o seu número de telefone, para poderem ligar de volta se a chamada cair.
- Não desligue. O operador diz-lhe quando a chamada acabou.
- Siga as instruções à risca, incluindo começar as compressões torácicas, se lho pedirem.
- Mande alguém à rua para fazer sinal à ambulância e destranque portas e portões.
- Não desligue até o operador o autorizar.
- Não use a linha de emergência para questões médicas de rotina. Use a linha de saúde não urgente.
- Não pense que outra pessoa já ligou. Pergunte em voz alta e confirme.
Reanimação e SBV
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Não respira normalmente? Ligue 112 e comprima com força e depressa o centro do peito, 100 a 120 vezes por minuto.
- Veja primeiro se há perigo para si. Trânsito, eletricidade, fogo, gás.
- Chame a pessoa em voz alta e abane-lhe os ombros. Se não reage, não responde.
- Incline-lhe a cabeça para trás, levante o queixo e olhe e escute se há respiração normal, no máximo durante dez segundos.
- Ligue 112, ponha o telefone em alta-voz e mande alguém buscar o desfibrilhador mais próximo.
- Ponha a base de uma mão no centro do peito e a outra por cima. Comprima cinco a seis centímetros de profundidade, 100 a 120 vezes por minuto. Entre compressões, deixe o peito voltar por completo à posição inicial.
- Se tem formação e se sente capaz, faça duas insuflações por cada trinta compressões. Se não, continue só com compressões.
- Se puderem, revezem-se de dois em dois minutos. Continuem até a equipa de socorro assumir ou a pessoa acordar.
- Não pare para procurar o pulso. Quem não tem formação perde tempo e a verificação não é fiável.
- Não tenha medo de partir costelas. As costelas curam, um cérebro sem oxigénio não.
- Se for a única pessoa presente, não a deixe para ir buscar um desfibrilhador.
Engasgamento
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Pergunte alto: está engasgado? Se não responder, dê já cinco pancadas fortes entre as omoplatas.
- Pergunte: está engasgado? Se consegue falar ou tossir com força, não faça mais nada além de incentivar a tosse. Uma tosse eficaz vale mais do que tudo o que possa fazer.
- Se a tosse for silenciosa ou a pessoa não conseguir respirar, ponha-se ao lado e um pouco atrás, apoie-lhe o peito com uma mão e incline-a para a frente.
- Dê até cinco pancadas fortes entre as omoplatas com a base da mão. Depois de cada uma, veja se o objeto saiu.
- Se não resultar, ponha-se atrás da pessoa, coloque o punho logo acima do umbigo, agarre-o com a outra mão e puxe com força para dentro e para cima. Até cinco vezes.
- Alterne cinco pancadas nas costas com cinco compressões abdominais até o objeto sair.
- Se a pessoa ficar mole, baixe-a até ao chão, ligue 112 e comece logo a reanimação. As compressões também empurram o ar contra o objeto.
- Depois de qualquer compressão abdominal, um médico tem de observar a pessoa, mesmo que ela se sinta bem.
- Não passe o dedo às cegas dentro da boca. Empurra o objeto mais para o fundo. Retire só o que vir bem e conseguir agarrar.
- Não faça compressões abdominais numa grávida nem num bebé. Na grávida, use compressões torácicas. No bebé, pancadas nas costas com compressões torácicas.
- Não deixe sozinha uma pessoa engasgada, nem para ir pedir ajuda.
Ataque cardíaco
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Ligue já para o 112. Sente a pessoa meio sentada e mantenha-a quieta.
- Ligue 112 já e diga que é dor no peito, para o operador mandar a equipa certa.
- Sente a pessoa com as costas apoiadas e os joelhos dobrados, meio sentada. Não a deixe andar.
- Desaperte a roupa justa no pescoço e na cintura e abra uma janela.
- Pergunte se tem aerossol ou comprimidos de nitrato receitados e ajude-a a tomar a sua medicação.
- Se o operador aconselhar, e a pessoa estiver bem acordada e não for alérgica, pode mastigar devagar um comprimido de 300 mg de aspirina.
- Fique com ela, mantenha-a calma e anote a hora a que a dor começou.
- Se perder a consciência e deixar de respirar normalmente, comece logo a reanimação.
- Não a leve ao hospital no seu carro. A ambulância começa o tratamento a caminho.
- Não lhe dê comida nem bebida, só a medicação dela.
- Não a deixe andar até ao carro nem subir escadas.
AVC
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Ligue 112 assim que suspeitar de AVC. Diga a palavra AVC e a hora a que os sintomas começaram.
- Faça o teste FAST. Face: peça à pessoa que sorria, um lado descai. Braços: peça que levante os dois, um desce sozinho. Fala: peça uma frase simples, sai enrolada ou errada. Tempo: se vir qualquer um destes sinais, ligue já para o 112.
- Diga AVC ao operador e a hora exata em que os sintomas começaram, ou a última vez em que viu a pessoa bem. Os hospitais decidem o tratamento com base nessa hora.
- Sente ou deite a pessoa com a cabeça e os ombros um pouco levantados e mantenha-a quieta e calma.
- Desaperte tudo o que aperte o pescoço e, se tiver dentadura solta, retire-a.
- Não lhe dê nada para comer, beber ou engolir. Num AVC a deglutição fica muitas vezes paralisada, e o que entrar na boca pode ir parar aos pulmões.
- Se perder a resposta mas respirar normalmente, ponha-a em posição lateral de segurança, com o lado fraco para baixo, e vigie a respiração.
- Se os sintomas passarem ao fim de alguns minutos, ligue na mesma. Um episódio passageiro é muitas vezes o aviso, horas antes do AVC completo.
- Não dê aspirina. Ataque cardíaco e AVC pedem aqui o contrário, e a aspirina agrava um AVC hemorrágico.
- Não espere para ver se passa e não se deixe convencer a deitar-se primeiro a descansar.
- Não a deixe conduzir e não a leve você. A ambulância avisa a unidade de AVC a caminho.
Hemorragia grave
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Pressione a ferida com força, com as duas mãos, e não alivie.
- Proteja-se com luvas ou um saco de plástico, se tiver à mão. Não perca tempo a procurá-los.
- Pressione a ferida com um pano limpo, uma camisa ou a própria mão. Com força.
- Ligue 112, ou peça a outra pessoa que ligue enquanto você continua a pressionar.
- Deite a pessoa e levante-lhe as pernas se estiver pálida, fria ou quase a desmaiar.
- Se o sangue encharcar o penso, ponha mais material por cima e continue a pressionar. Não tire a primeira camada.
- Se um membro continuar a sangrar muito, ponha um torniquete apertado, alto, acima da ferida. Aperte até a hemorragia parar e anote a hora.
- Mantenha a pessoa quente com um casaco ou cobertor e continue a falar com ela.
- Não retire um objeto espetado na ferida. Faça um penso à volta e pressione ao lado.
- Não alivie um torniquete depois de posto. Só a equipa médica o pode soltar.
- Não use corda fina nem arame como torniquete. Corta o membro e não trava o sangue arterial.
Inconsciência
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Abane e chame. Sem resposta? Incline a cabeça para trás e veja se respira. Se respira normalmente, ponha em posição lateral de segurança. Se não respira, comece a reanimação.
- Veja se há perigo. Depois chame a pessoa em voz alta e abane-lhe os ombros com firmeza.
- Sem resposta: incline a cabeça para trás, levante o queixo e veja se respira normalmente, no máximo durante dez segundos.
- Se respira normalmente, ligue 112 e vire-a de lado, em posição lateral de segurança.
- Ajoelhe-se ao lado dela. Ponha o braço mais próximo em ângulo reto, com a palma para cima. Traga a mão mais afastada contra a face do seu lado, dobre o joelho mais afastado e vire-a para si por esse joelho.
- Com a pessoa de lado, volte a inclinar-lhe a cabeça para trás. Assim a via aérea fica aberta e o que estiver na boca pode escorrer.
- Veja se respira de minuto a minuto. Se parar ou passar a arquejar, vire-a de costas e comece a reanimação.
- Cubra-a com um casaco ou cobertor. Se tiver de ficar mais de trinta minutos na mesma posição, vire-a para o outro lado.
- Não ponha nada debaixo da cabeça de uma pessoa inconsciente deitada de costas e não lhe dê nada para beber. As duas coisas fecham a via aérea.
- Não pense que uma pessoa embriagada está só a dormir. Inconsciente é inconsciente, e vomitar de costas mata da mesma maneira.
- Não mexa numa pessoa inconsciente depois de uma queda em altura ou de um acidente, a menos que vomite ou deixe de respirar. Aí, a via aérea passa à frente da coluna.
Queimaduras
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Ponha a queimadura debaixo de água corrente fria durante vinte minutos inteiros. Comece já, o tempo conta mais do que tudo o resto.
- Afaste a pessoa do calor. Se a roupa arder, faça-a parar, deitar-se e rolar, ou abafe o fogo com um cobertor.
- Ponha a queimadura debaixo de água corrente fria, entre 15 e 25 graus, durante vinte minutos inteiros. Não use gelo nem água gelada.
- Enquanto arrefece, tire anéis, relógios e roupa larga junto à queimadura antes de inchar. Deixe como está tudo o que estiver colado à pele.
- Depois de arrefecer, cubra a queimadura sem apertar, com película aderente solta ou um pano limpo sem pelos.
- Mantenha o resto do corpo quente. Arrefecer uma queimadura extensa arrefece o corpo todo, e as crianças arrefecem depressa.
- Ligue 112 para qualquer queimadura grande ou profunda e dê pequenos goles de água à pessoa enquanto espera.
- Trate qualquer queimadura elétrica ou química como grave. Nas químicas, continue a lavar muito para além dos vinte minutos.
- Não ponha manteiga, óleo, pasta de dentes, gelo nem creme nenhum numa queimadura recente. Tudo o que não seja água piora o dano e dificulta a avaliação.
- Não rebente as bolhas. São o penso estéril que o corpo já fez.
- Não arranque roupa colada à queimadura. Corte à volta e deixe o resto para o hospital.
Fraturas
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Mantenha o membro imóvel, exatamente como o encontrou, e apoie-o nessa posição.
- Não deixe a pessoa mexer-se e acalme-a. Sente-a ou deite-a na posição mais confortável possível.
- Apoie o membro lesionado com a mão, ou com roupa enrolada dos dois lados.
- Ligue 112 se for fratura da perna, da anca, da coluna, da bacia ou fratura exposta, ou qualquer lesão que a pessoa não consiga suportar sozinha.
- Cubra uma ferida aberta com um penso limpo e pressione com suavidade ao lado do osso, nunca sobre ele.
- Aplique frio por cima de um pano, até vinte minutos, para reduzir o inchaço. Nunca ponha gelo diretamente na pele.
- Veja os dedos das mãos ou dos pés depois da lesão. Se estiverem frios, azulados, dormentes ou sem pulso, é urgente: avise o operador.
- Não dê nada para comer ou beber, caso seja preciso anestesia.
- Não empurre o osso para o lugar nem endireite um membro deformado.
- Não deixe andar quem possa ter fratura na perna, na anca ou na bacia.
- Não mexa em quem possa ter lesão na coluna ou no pescoço, a menos que esteja em perigo imediato.
Hipotermia
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Tire a pessoa do frio, do vento, do chão frio e da roupa molhada. Vista-a com camadas secas e cubra-lhe a cabeça.
- Leve a pessoa para um sítio seco e abrigado do vento e ponha isolamento entre ela e o chão. O chão frio rouba calor mais depressa do que o ar frio.
- Tire a roupa molhada, cortando-a se for preciso, e envolva a pessoa em camadas secas, cobertores ou uma manta térmica, com a cabeça e o pescoço cobertos.
- Ligue 112 se a pessoa tiver parado de tremer, estiver confusa, desajeitada ou sonolenta. É hipotermia moderada e não passa sozinha.
- Dê bebidas quentes e doces só se estiver bem consciente e conseguir engolir. Álcool, nunca: dilata os vasos da pele e tira calor ao centro do corpo.
- Aqueça primeiro o tronco: peito, costas, axilas, virilha. Compressas quentes envolvidas em pano, contacto corpo a corpo debaixo de cobertores, uma divisão aquecida.
- Trate com cuidado uma pessoa muito fria e mantenha-a deitada. Um movimento brusco pode desencadear um ritmo fatal num coração frio.
- Se deixar de responder, verifique a respiração durante até um minuto, pode estar muito lenta, e só comece a reanimação se não houver respiração. Continue: corpos frios sobrevivem a reanimações longas.
- Nunca dê álcool e nunca esfregue nem massaje os membros. As duas coisas empurram sangue frio da periferia para o centro e podem parar o coração.
- Nunca ponha uma pessoa muito fria num banho quente nem perto de calor direto. O reaquecimento tem de ser suave e começar pelo centro.
- Nunca dê uma pessoa fria como morta. Ninguém está morto até estar quente e morto. Essa decisão é do hospital.
Exaustão pelo calor e golpe de calor
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Tire a pessoa do calor, deite-a, arrefeça-a com água e ar em movimento e, se estiver bem consciente, dê pequenos goles de água.
- Leve a pessoa para a sombra ou para uma divisão fresca, deite-a e levante-lhe um pouco as pernas.
- Tire-lhe a roupa a mais e arrefeça a pele: borrife ou passe uma esponja com água e abane. Ponha compressas frias envolvidas em pano no pescoço, nas axilas e na virilha.
- Se estiver bem consciente, dê água ou uma bebida desportiva aos poucos, não litros de uma vez.
- Volte a avaliar ao fim de trinta minutos. Na exaustão pelo calor, a melhoria deve ser clara. Se não for, trate como golpe de calor e ligue 112.
- Golpe de calor, ou seja, pele quente com confusão, cambaleio, convulsão ou perda progressiva de consciência: ligue 112 já e diga golpe de calor.
- Enquanto espera, arrefeça com toda a força. Use o método seguro mais rápido que tiver: imersão em água fresca até ao pescoço numa pessoa jovem e saudável, ou água contínua e ventilação em todos os outros.
- Se perder a resposta mas respirar normalmente, ponha-a em posição lateral de segurança, continue a arrefecer e vigie a respiração.
- Nunca dê nada para beber a alguém confuso ou sonolento. Vai para os pulmões, não para o estômago.
- Nunca dê antipiréticos, como paracetamol ou ibuprofeno, num golpe de calor. Não é febre. Não ajudam e sobrecarregam o fígado e os rins.
- Nunca deixe ninguém, criança, adulto ou animal, num carro estacionado. E nunca pense que quem teve golpe de calor pode descansar até passar. O tempo está a contar.
Picadas e mordeduras
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Em qualquer picada ou mordedura, vigie a boca e a respiração nos primeiros minutos. Inchaço da face ou da língua, pieira ou fraqueza: 112 já.
- Picada de inseto: raspe o ferrão de abelha, se estiver à vista, com uma unha ou um cartão, lave com água e sabão e arrefeça por cima de um pano. Picada na boca ou na garganta: gelo para chupar e ligue 112.
- Vigie sinais de alergia durante trinta minutos: urticária a alastrar, inchaço dos lábios ou dos olhos, aperto no peito, pieira, vómitos ou fraqueza. Qualquer um deles pede 112, e antes disso a caneta de adrenalina da própria pessoa, na parte exterior da coxa.
- Carraça: agarre-a com uma pinça fina bem junto à pele e puxe com firmeza, em linha reta. Lave, anote a data e consulte um médico se aparecer um anel vermelho a crescer ou febre nas semanas seguintes.
- Mordedura de animal ou de pessoa: lave bem em água corrente com sabão durante vários minutos, cubra e consulte um médico no mesmo dia. As mordeduras infetam em profundidade e é preciso ver o risco de raiva e tétano.
- Mordedura de víbora europeia: ligue 112, mantenha a pessoa imóvel e calma, imobilize o membro ao nível do coração, tire anéis e relógios e marque com uma caneta o limite do inchaço e a hora.
- Alforreca: lave com água do mar, nunca com água doce. Tire os pedaços de tentáculo com uma pinça ou a borda de um cartão. Depois, água quente para a dor, se houver.
- Arrefeça os inchaços por cima de um pano. Se estiver bem consciente, dê o anti-histamínico habitual da pessoa para a comichão. Fotografe o animal só se for seguro e tiver as mãos livres.
- Nunca corte, sugue nem ponha torniquete numa mordedura de cobra, e nunca persiga a cobra para a matar. Tudo isto piora o resultado, e o hospital não precisa do animal.
- Nunca aperte um ferrão de abelha com os dedos ou com uma pinça, porque injeta o resto do veneno. Raspe-o.
- Nunca queime uma carraça, nem a sufoque com óleo, nem a torça com os dedos. Uma carraça em stress vomita para dentro da ferida.
Afogamento
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Não salte à água atrás da pessoa. Estenda uma vara ou um ramo, atire algo que flutue e ligue 112.
- Chame outras pessoas, ligue 112 e não tire os olhos da pessoa. Em água aberta, fixe um ponto na margem oposta, alinhado com ela.
- Estenda-se a partir de terreno firme com uma vara, um ramo, uma toalha ou um remo, deitado no chão para não ser puxado para a água.
- Se estender não resultar, atire uma boia, uma corda, uma caixa térmica, um recipiente vazio, qualquer coisa que flutue, e diga-lhe que se agarre e bata as pernas.
- Só como último recurso entre na água, e só se nadar bem. Leve um flutuador e aproxime-se por trás.
- Fora de água: veja se responde e se respira. Se não respirar normalmente, dê primeiro cinco insuflações, depois trinta compressões para duas insuflações. No afogamento, as insuflações são essenciais.
- Se respirar mas não responder, ponha-a em posição lateral de segurança para a água escorrer, tire a roupa molhada e cubra-a para a aquecer.
- Quem foi retirado da água deve ir sempre ao médico, mesmo que se sinta bem. A água inalada pode inflamar os pulmões horas depois.
- Nunca nade até uma pessoa em pânico sem um flutuador entre os dois. Quem se afoga empurra-o para baixo para se agarrar.
- Nunca pressione o abdómen nem pendure a pessoa de cabeça para baixo para deitar a água fora. Perde tempo e faz vomitar para os pulmões.
- Nunca mergulhe em água desconhecida ou pouco funda. E nunca vá sozinho atrás de uma pessoa arrastada ao longo da margem sem ligar primeiro.
Choque elétrico
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Desligue a corrente no disjuntor ou tire a ficha. Não toque na pessoa enquanto houver corrente.
- Desligue o disjuntor, tire a ficha ou peça que cortem a alimentação. É o primeiro passo, não o segundo.
- Em alta tensão ou linhas aéreas, fique pelo menos a vinte metros e espere pela empresa de energia. A tensão salta e propaga-se pelo solo.
- Quando tiver a certeza de que a corrente está desligada, veja se a pessoa responde e respira normalmente.
- Ligue 112 e diga choque elétrico, para que verifiquem o ritmo do coração.
- Se a respiração não for normal, comece a reanimação e use um desfibrilhador logo que chegue um.
- Arrefeça as queimaduras em água corrente fria durante vinte minutos e depois cubra sem apertar com um penso limpo sem pelos ou película aderente.
- Procure uma segunda queimadura no ponto por onde a corrente saiu do corpo, normalmente numa mão ou num pé.
- Não toque na pessoa, nem em nada em que ela toque, enquanto a corrente não estiver desligada.
- Não use água em cima ou perto de um circuito com corrente.
- Não deixe ninguém ir para casa sem observação depois de um choque que atravessou o corpo. O ritmo do coração pode falhar horas depois.
Segurança contra incêndios
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Alerte todos, saia e só ligue depois de estar fora e em segurança.
- Grite para dar o alarme e carregue no botão de alarme de incêndio, se houver.
- Faça sair todos pela rota de evacuação sinalizada e ajude quem precisar.
- Mantenha-se baixo. O ar mais limpo e fresco está junto ao chão.
- Feche as portas atrás de si. Uma porta fechada ganha muitos minutos.
- Use as escadas. Nunca o elevador.
- Ligue 112 do exterior e diga a morada, o que está a arder e se ainda há alguém lá dentro.
- Vá para o ponto de encontro e fique lá, para ninguém ser dado como desaparecido.
- Não volte a entrar para buscar pertences, o telemóvel ou um animal de estimação.
- Não deite água em óleo a arder nem em equipamento elétrico com corrente.
- Não abra uma porta que esteja quente ao toque do dorso da mão. Procure outra saída e faça sinal de uma janela.
Extintores
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Só combata o incêndio enquanto for mais pequeno do que você, com a saída livre atrás de si e um extintor que sirva para o que está a arder.
- Leia as classes de fogo antes de precisar delas. A é sólidos como madeira e tecido, B é líquidos, C é gases, D é metais, F é óleos e gorduras de cozinha.
- Escolha o agente certo para o incêndio. A água só serve para A. A espuma serve para A e B. O pó serve para A, B e C e para a maioria dos incêndios domésticos. O CO2 serve para B e para equipamento elétrico. O químico húmido serve para F, a frigideira em chamas.
- Puxe o pino e teste com um jato curto antes de se aproximar.
- Aponte à base das chamas, não ao fumo. O fogo vive em baixo, onde o combustível encontra o ar.
- Carregue no gatilho e varra a base de um lado para o outro, aproximando-se devagar. Mantenha sempre a saída atrás de si.
- Quando as chamas se apagarem, vigie o local. As brasas podem reacender, por isso esteja pronto para repetir. Ventile os fumos do pó e do CO2.
- Se o extintor esvaziar e ainda houver fogo, feche a porta sobre ele, saia e ligue 112. Teve uma única tentativa.
- Nunca use água ou espuma em equipamento elétrico com corrente, nem água em óleo ou gordura a arder. Uma eletrocuta, a outra faz uma bola de fogo.
- Nunca agarre a buzina metálica de um extintor de CO2. Chega a menos setenta graus e congela a pele ao contacto.
- Nunca vire as costas a um incêndio que acabou de apagar e nunca deixe o fogo ficar entre si e a porta.
Fuga de gás e monóxido de carbono
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Se sentir cheiro a gás, não toque em nenhum interruptor nem acenda chama. Abra janelas e portas a caminho da saída, feche a válvula do gás se estiver no caminho e ligue do exterior.
- Cheiro a gás: pare e não toque em nada elétrico. Nenhum interruptor, nenhuma campainha, nenhum botão do elevador, nenhuma chamada telefónica dentro de casa.
- Abra janelas e portas a caminho da saída, para o gás se dissipar em vez de se acumular.
- Feche a válvula principal do gás, no contador ou na botija, se estiver no seu caminho de saída.
- Faça sair todos, bata às portas dos vizinhos com o punho, não toque à campainha, e ligue 112 e a linha de emergência do gás já do exterior.
- Monóxido de carbono: suspeite quando várias pessoas e animais de estimação se sentem mal ao mesmo tempo na mesma divisão, com dor de cabeça, náuseas, tonturas ou confusão que melhoram ao ar livre.
- Leve todos já para o ar fresco, conte as pessoas e ligue 112. Diga monóxido de carbono, para a equipa levar o detetor.
- Ninguém volta a entrar até os bombeiros medirem e darem o espaço como livre. A caldeira, o aquecedor ou a conduta que causaram o problema ficam desligados até um técnico os verificar.
- Nunca acione um interruptor, acenda uma chama nem ligue um carro num espaço com cheiro a gás. Desligar uma luz faz a mesma faísca que ligá-la.
- Nunca durma numa divisão com um aquecedor de combustão, uma grelha de carvão ou um gerador ligado, e nunca deixe um motor a trabalhar numa garagem fechada.
- Nunca cale um detetor de CO que apita só porque se sente bem. Saia primeiro e duvide depois, doses baixas enganam.
Exposição a produtos químicos
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Afaste-se da substância, contra o vento, e depois lave com muita água a pele ou o olho atingido.
- Afaste-se e afaste os outros, contra o vento e para um sítio mais alto, longe do vapor. Não deixe ninguém entrar.
- Ligue 112 e diga o nome do produto, se o conseguir ler a uma distância segura.
- Tire a roupa contaminada, cortando-a em vez de a puxar pela cabeça.
- Lave a pele atingida com água corrente durante pelo menos vinte minutos.
- Lave um olho salpicado do canto interno para fora, durante pelo menos vinte minutos, com a pálpebra aberta. Tire as lentes de contacto se levar só segundos.
- Se a substância tiver sido engolida, lave a boca e dê pequenos goles de água só se a pessoa estiver bem consciente. Depois ligue ao centro de informação antivenenos.
- Guarde o rótulo, a ficha de dados de segurança ou uma fotografia da embalagem e entregue à equipa de socorro.
- Não provoque o vómito a ninguém. Os corrosivos queimam uma segunda vez ao subir.
- Não tente neutralizar um ácido com uma base, nem o contrário.
- Não entre num espaço fechado nem numa nuvem de vapor para salvar alguém sem equipamento respiratório.
Acidente industrial
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Entre no edifício sólido mais próximo, feche janelas e portas, desligue a ventilação e sintonize o canal oficial. Não conduza em direção ao fumo.
- Alarme, explosão ou um cheiro estranho a alastrar: entre logo no edifício sólido mais próximo. Abrigar-se vale mais do que correr através de uma nuvem.
- Feche janelas e portas, desligue a ventilação, o ar condicionado e o aquecimento forçado, tape as frestas grandes e junte-se numa divisão interior, de preferência num andar de cima: a maioria dos gases pesados fica junto ao chão.
- Sintonize o canal oficial, a rádio nacional, a aplicação de alerta ou o município, e faça exatamente o que indicarem. As sirenes têm sinais diferentes, aprenda os da sua zona.
- Ligue 112 só para feridos ou perigo imediato. Num grande incidente, as linhas têm de ficar livres para eles.
- Se a nuvem o apanhar na rua, mova-se na perpendicular ao vento, nunca a favor nem contra. Tape a boca e o nariz com um pano molhado e procure abrigo atrás de paredes.
- Contaminação na pele: tire a roupa exterior fora da divisão onde se abrigou, feche-a num saco e lave bem a pele.
- Só saia do abrigo ou evacue quando as autoridades disserem, e pela rota que indicarem, não pelo atalho junto à fábrica.
- Nunca conduza nem caminhe em direção ao fumo, ao vapor ou ao local do acidente para ver ou filmar. A segunda explosão e a nuvem à deriva apanham os curiosos.
- Nunca use elevadores durante o alarme e nunca acenda chamas nem fume se a fuga puder ser inflamável.
- Nunca ligue sem parar para escolas e familiares. As escolas abrigam as crianças por conta própria. Uma mensagem curta vale mais do que uma rede congestionada.
Acidente de viação
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Pare em segurança depois do local, com as luzes de emergência ligadas. Vista o colete de alta visibilidade antes de sair do carro e ponha o triângulo bem afastado.
- Estacione atrás do local, se puder, com as luzes de emergência ligadas e o colete vestido antes de sair do carro. Ponha o triângulo bem atrás: numa autoestrada, a cerca de 100 metros ou mais, antes de uma curva ou lomba.
- Olhe antes de agir: combustível a escorrer, fumo, trânsito, um cabo com corrente, uma carga solta. Desligue a ignição dos carros acidentados, se conseguir chegar lá.
- Ligue 112 e diga a localização, o número de veículos, o número de feridos e se alguém está preso ou inconsciente ou se a via está bloqueada.
- Fale com todas as vítimas. Quem responde, respira e não sangra muito pode esperar. Quem não responde é atendido primeiro.
- Pessoa inconsciente num carro: incline-lhe com cuidado a cabeça para trás, ainda sentada, para abrir a via aérea. Só a tire se não respirar ou se houver fogo ou água, e faça a reanimação no chão.
- Trave as hemorragias graves com pressão direta, cubra as feridas e mantenha as vítimas quentes e quietas. O motociclista consciente fica com o capacete.
- Ninguém anda à solta: mantenha os ilesos atrás da barreira ou fora da estrada e mande alguém sinalizar a chegada dos serviços de emergência.
- Nunca tire as pessoas dos veículos só porque lhe parece mal deixá-las ali. A extração é para quem não respira, ou se houver fogo ou afundamento. Caso contrário, a coluna espera pelos profissionais.
- Nunca tire o capacete a um motociclista consciente. Se for preciso para reanimar, são necessárias duas pessoas e muito cuidado.
- Nunca fique entre dois veículos nem do lado do trânsito, e nunca deixe ninguém fumar perto de combustível derramado.
Inundações
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Vá já para um sítio mais alto e fique longe da água em movimento.
- Suba para o andar de cima ou para um sítio mais alto assim que houver um aviso. Não espere que a água chegue.
- Corte a eletricidade, o gás e a água no quadro geral, se conseguir chegar lá a seco e em segurança.
- Leve documentos, medicação, um telemóvel carregado, uma bateria externa e água para beber.
- Siga os alertas oficiais da proteção civil e das autoridades locais, não as redes sociais.
- Se estiver a conduzir e a estrada à frente estiver inundada, dê meia-volta e procure outro caminho.
- Se a água subir dentro de um edifício, suba também, mas nunca para um sótão sem janelas nem saída para o telhado.
- Não volte para casa até as autoridades confirmarem que o edifício e a eletricidade estão seguros.
- Nunca conduza nem caminhe em água em movimento, por mais rasa que pareça.
- Nunca toque em interruptores ou aparelhos com as mãos molhadas ou de pé dentro de água.
- Nunca beba água da torneira depois de uma inundação até as autoridades confirmarem que é segura.
Tempestade e vento forte
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Entre em casa antes de a tempestade chegar, afaste-se das janelas e fique longe de árvores, andaimes e telhados soltos.
- Quando houver um aviso, guarde ou prenda tudo o que esteja solto: mobiliário, camas elásticas, contentores. Estacione o carro longe de árvores.
- Carregue telemóveis e baterias externas e saiba onde está a lanterna antes de a luz faltar.
- Durante a tempestade, fique dentro de casa, longe das janelas, de preferência numa divisão interior. Mantenha crianças e animais de estimação lá dentro.
- Ouviu trovão na rua: entre num edifício ou num carro de teto rígido. Sem abrigo, agache-se numa depressão do terreno, com os pés juntos, longe de árvores isoladas, postes, vedações e água.
- Adie a viagem. Se a tempestade o apanhar ao volante, reduza bem a velocidade, agarre o volante com firmeza por causa das rajadas e nunca pare debaixo de árvores ou de linhas elétricas.
- Depois de a frente passar, espere: a maioria das árvores e telhas cai nas rajadas seguintes. Trate qualquer cabo caído como se tivesse corrente e fique a vinte metros.
- Danos sem feridos vão para a linha dos bombeiros quando a rede acalmar. Feridos e perigo imediato vão já para o 112.
- Nunca se abrigue debaixo de uma árvore numa trovoada, e não continue o golfe, a colheita ou o trabalho no telhado nem mais um minuto.
- Nunca toque em linhas caídas nem em nada que lhes toque: fios, vedações, poças.
- Nunca vá ver o mar ou a margem do rio numa tempestade. Todos os anos as ondas levam pessoas dos cais.
Terramoto
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Ajoelhe-se, proteja a cabeça e o pescoço debaixo de uma mesa robusta e agarre-se até o abanão parar.
- Dentro de casa: baixe-se, proteja-se debaixo de uma mesa sólida ou junto a uma parede interior e agarre-se. Longe de janelas, espelhos, prateleiras e de tudo o que seja alto.
- Na cama: fique, de bruços, com a almofada sobre a cabeça e o pescoço. Correr descalço sobre vidros partidos, no escuro, é perder.
- Na rua: vá para um espaço aberto, longe de edifícios, muros, postes e linhas, e fique lá. No carro, pare longe de pontes e edifícios e fique dentro.
- Quando o abanão parar, conte as pessoas, veja se há feridos e calce sapatos resistentes. Há vidro por todo o lado.
- Verifique o gás pelo cheiro, a água e a eletricidade. Cheiro a gás: feche a válvula principal, abra as janelas, saia, sem interruptores. Deixe o resto desligado até ser verificado.
- Conte com réplicas: derrubam o que o primeiro tremor soltou. Saia de um edifício danificado pelas escadas e não volte a entrar por nada.
- Siga o canal oficial e use SMS em vez de chamadas. Em zonas costeiras, depois de um tremor longo ou forte, suba logo para terreno alto, sem esperar por um alerta de tsunami.
- Nunca corra para fora durante o abanão e nunca use elevadores durante nem depois.
- Nunca fique parado num vão de porta. É um mito antigo, as ombreiras modernas não protegem nada e a própria porta bate em si.
- Nunca acenda chamas nem acione interruptores depois do tremor, até saber que não há fuga de gás.
Catástrofes naturais
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Entre em casa, afaste-se das janelas e sintonize o canal de alerta oficial.
- Aprenda o sinal de aviso local e o que significa. Em grande parte da Europa, um tom de sirene que sobe e desce quer dizer perigo geral.
- Tenha pronta uma mochila para 72 horas. Água, comida, medicação, lanterna, bateria externa, rádio, documentos, dinheiro e roupa quente.
- Combine um ponto de encontro da família e um contacto fora da zona para quem todos possam ligar ou escrever.
- Num terramoto, baixe-se, proteja-se e agarre-se debaixo de uma mesa sólida até o abanão parar. Depois saia com calma e afaste-se dos edifícios.
- Numa tempestade de vento, feche as portadas, afaste-se das janelas e evite árvores, andaimes e estradas costeiras.
- Numa onda de calor, fique em casa nas horas mais quentes, beba antes de ter sede e visite os vizinhos mais velhos.
- Siga o canal oficial da proteção civil e faça chamadas curtas, para a rede ficar livre para as emergências.
- Nunca use elevadores durante um terramoto, um incêndio ou um aviso de corte de energia.
- Nunca saia para filmar o que se passa.
- Nunca ignore uma ordem de evacuação só porque a sua casa nunca inundou nem ardeu.
Mochila de emergência
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Prepare hoje uma mochila por agregado familiar que dê para 72 horas sem lojas, eletricidade nem água canalizada.
- Primeiro a água: três litros por pessoa por dia, para beber e para a higiene básica, no mínimo três dias. Guarde-a e junte uma forma de tornar potável mais água, pastilhas ou um filtro.
- Comida que não precise de cozinhar: enlatados com abre-latas, frutos secos, barras, fruta seca, comida de bebé se for preciso e uma taça para o animal de estimação.
- Luz e informação: uma lanterna por pessoa, pilhas suplentes, uma bateria externa e um rádio a pilhas ou de manivela. A rede móvel falha antes da FM.
- Medicamentos para uma semana de cada medicação regular em casa, mais um kit de primeiros socorros, óculos suplentes e cópias das receitas.
- Documentos e dinheiro: cópias do documento de identificação, do seguro, das escrituras e dos números de telefone importantes, numa bolsa impermeável, e dinheiro em notas pequenas. Os terminais de pagamento falham com a eletricidade.
- Calor e higiene: uma muda de roupa, uma camada impermeável, mantas térmicas, sabão, escovas de dentes, papel higiénico, toalhetes, sacos do lixo e produtos de higiene menstrual.
- Guarde-a onde a consiga agarrar num minuto, diga a todos em casa onde está e verifique validades e pilhas todas as primaveras e outonos.
- Nunca faça a mochila depender só de eletricidade. Tudo o que seja elétrico precisa de uma alternativa a pilhas ou manivela.
- Nunca a prepare e se esqueça dela. Água fora do prazo sabe mal, medicamentos vencidos e pilhas gastas falham na pior altura.
- Nunca conte com um carro a que talvez não chegue, com combustível que talvez não consiga comprar ou com uma boleia que não vai aparecer.
Evacuação
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Saia já pela saída sinalizada mais próxima e vá para o ponto de encontro.
- Saia assim que o alarme tocar. Não acabe o que estava a fazer.
- Use a saída sinalizada mais próxima, que muitas vezes não é por onde entrou.
- Ajude quem precisar de apoio e avise um responsável sobre quem não consiga sair.
- Feche portas e janelas atrás de si, mas só se for seguro e levar segundos.
- Use as escadas. Nunca o elevador.
- Vá para o ponto de encontro, fique lá e apresente-se a quem faz a contagem.
- Não volte a entrar, por motivo nenhum, até os bombeiros ou o responsável darem o espaço como seguro.
- Nunca volte para buscar pertences, um carro ou um colega que acha que ficou lá dentro. Diga-o à equipa de socorro.
- Nunca estacione nem se ponha onde os veículos de emergência precisem de entrar.
- Nunca trate um simulacro como piada. Serve para os seus pés já conhecerem o caminho.
Segurança no trabalho
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Pare o trabalho, torne a área segura e comunique. Um trabalho inseguro não fica seguro por ser terminado.
- Leia a avaliação de risco da sua função. Se não a encontrar, peça-a. Tem de existir e de estar acessível.
- Saiba quem são os socorristas e os responsáveis de incêndio com formação e onde ficam o kit de primeiros socorros e o desfibrilhador.
- Use o equipamento de proteção fornecido e comunique quando estiver danificado, em falta ou do tamanho errado.
- Comunique os quase-acidentes por escrito. Um quase-acidente é uma lição de graça, que de outra forma um acidente grave ensinaria.
- Se o perigo for real e imediato, pare o trabalho, avise os colegas e informe o seu superior.
- Depois de qualquer acidente, proteja o local, preste primeiros socorros e registe o que aconteceu antes que as memórias mudem.
- Vá à formação de segurança que a entidade patronal é obrigada a dar, durante o horário de trabalho e sem custo para si.
- Nunca contorne uma proteção, um bloqueio de segurança ou um alarme só porque atrasa o trabalho.
- Nunca trabalhe em altura, num espaço confinado ou em equipamento elétrico com corrente sem a autorização e a formação exigidas.
- Nunca assine um registo de formação que não recebeu.
Conflito armado
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Ao ouvir o alerta de ataque aéreo, vá logo para o abrigo mais fundo que conseguir alcançar: uma cave, uma estação de metro, uma divisão interior sem janelas.
- Aprenda hoje os sinais de alerta e onde fica o abrigo mais próximo, e tenha a mochila de emergência e os documentos prontos junto à porta.
- Quando a sirene tocar, desça logo: cave, garagem subterrânea, metro. Sem cave, vá para uma divisão interior, um corredor ou uma casa de banho, no piso mais baixo, sem janelas e com duas paredes até ao exterior.
- No abrigo, sente-se longe da entrada e fique com a mochila, a água e o rádio. Fique até ao sinal de fim de alerta, não só até parecer sossegado.
- Se o ataque o apanhar ao ar livre: deite-se ao comprido numa depressão, numa vala ou atrás de um muro baixo, com a boca aberta e as mãos sobre a cabeça, longe de veículos e de fachadas de vidro.
- Nunca toque em munições por explodir, armas largadas ou objetos estranhos, por mais pequenos ou parecidos com brinquedos que sejam. Marque o local à distância e comunique-o.
- Tenha um contacto fora da zona a quem todos escrevam, combine pontos de encontro da família e envie mensagens curtas: a rede tem de aguentar o tráfego de emergência.
- Siga só instruções oficiais sobre corredores de evacuação e recolher obrigatório, e leve documentos e medicamentos sobre si, não na mochila que pode largar.
- Nunca filme nem fotografe posições militares, postos de controlo ou obras de defesa, e nunca partilhe a sua localização na internet. Põe em perigo a si e a todos os que estão perto.
- Nunca se aproxime de restos de munições de fragmentação, minas ou fios-armadilha, e nunca deixe crianças brincar em escombros ou veículos abandonados.
- Nunca fique à janela a observar. O vidro e a onda de pressão chegam mais depressa do que o som.
Distúrbios civis
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam. Antes de usar estas fichas na prática, mostre-as a um profissional de saúde ou a um especialista em segurança contra incêndios.
Faça isto já
Saia da zona aos primeiros sinais. Mova-se de lado, para fora da direção da multidão, com calma, junto às paredes dos edifícios.
- Acompanhe as notícias locais antes de sair e evite ajuntamentos, terminais de transporte e praças simbólicas em dias de tensão.
- Se está na margem: saia logo, na diagonal, seguindo o fluxo e afastando-se aos poucos para o lado, nunca contra a corrente. Ande, não corra.
- Se está numa multidão densa: mantenha-se de pé custe o que custar, com os braços erguidos como um pugilista para proteger o peito, mova-se com a massa e vá abrindo caminho para a margem.
- Se cair e não conseguir levantar-se, enrole-se sobre o lado esquerdo, proteja a cabeça e o pescoço com os braços e levante-se assim que a pressão aliviar.
- Gás lacrimogéneo: não esfregue, pisque com força, mova-se contra o vento e para cima, lave os olhos com água ou soro do canto interno para fora. Tire as lentes de contacto assim que puder.
- Fique longe de cordões policiais, barricadas e de quem atira objetos, não discuta com ninguém e colabore com calma nos pontos de controlo.
- Combine antes um ponto de encontro com o seu grupo, para o caso de se separarem, e mande mensagem a alguém fora da zona a dizer onde está.
- Nunca observe do meio, de viadutos sobre a multidão ou do carro estacionado no seu caminho. Os curiosos são grande parte dos feridos.
- Nunca apanhe objetos atirados nem latas de gás, e nunca filme confrontos de perto. A câmara faz de si um participante para os dois lados.
- Nunca use o metro nem passagens subterrâneas para atravessar uma zona em distúrbio. Ficar preso debaixo do solo com uma multidão em pânico é a pior posição possível.
Use por sua conta e risco. Material educativo e de investigação, não substitui o médico. Confirme os números e as regras do país onde está. Mudam.